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A arte do serviço: representante de SC treina habilidades para competir em Serviço de Restaurante

"Percebi que aprender sobre serviço de restaurante seria uma forma de agregar ao meu conhecimento dentro da Gastronomia", Emanoela Rodrigues Erthal, de Blumenau

11/09/2025 19:26
A arte do serviço: representante de SC treina habilidades para competir em Serviço de Restaurante

“Não era o meu foco profissional, mas percebi que aprender sobre serviço de restaurante seria uma forma de agregar ao meu conhecimento dentro da Gastronomia”. Aos 21 anos, recém-formada no tecnólogo em Gastronomia pelo Senac, Emanoela é a representante de Santa Catarina na ocupação Serviço de Restaurante nas Competições nacionais. 

Natural de Blumenau, Emanoela Rodrigues Erthal começou seu caminho dentro da própria faculdade, durante uma disciplina que abordava práticas de atendimento. Segundo a competidora, a ocupação de Serviço de Restaurante é ampla e exige múltiplas habilidades: “Fazemos atendimento em restaurantes e estabelecimentos de bebidas. O competidor foca na recepção, comunicação com os clientes, acomodação, explicação do serviço ou do cardápio e em técnicas e conhecimentos que precisam ser repassados, seja dentro ou fora do atendimento.”

A competidora explica que são três os pilares principais da ocupação aos quais precisa ficar atenta: “A comunicação clara, não só com os clientes, mas com a cozinha ou os demais setores, as habilidades práticas de preparação e manuseio dos diferentes utensílios e máquinas, e o conhecimento técnico sobre produtos e processos, para que a gente consiga passar esse conhecimento de forma clara para os clientes”.

 

Prova e avaliação

A prova é dividida em quatro módulos, que simulam situações reais de trabalho de bar, barista, jantar casual e jantar fino.

O módulo de bar é voltado à coquetelaria e exige preparo de drinks clássicos e autorais, identificação de destilados pela cor e aroma, serviço de espumante e criação de um mocktail original. Nesta prova, há uma “caixa surpresa”, em que ingredientes podem ser retirados de última hora, obrigando o competidor a improvisar. “A gente sempre tem um plano B para o drink, porque pode faltar justamente o ingrediente principal que tínhamos treinado”, explica.

A prova de barista envolve o manuseio correto da máquina de café expresso e o preparo de cafés clássicos e especiais, como o Irish Coffee, com modo de preparo diferente. Além disso, cada competidor deve criar um drink alcoólico à base de café. “Antes eu não tinha conhecimento nenhum sobre café, aprendi tudo no treinamento. Hoje vejo a bebida de forma diferente”, comenta Emanoela.

No módulo de jantar casual, que será realizado junto com a ocupação de Cozinha, o foco é a comunicação entre salão e cozinha, além da recepção e explicação do cardápio aos clientes. O competidor precisa gerenciar o atendimento de duas a três mesas simultaneamente, organizando tempos de serviço e garantindo a fluidez entre os setores. Para o treinador de Emanoela, Erik Von Bülow, “a prova é mais casual, mas não menos desafiadora, já que são várias mesas sendo atendidas ao mesmo tempo considerando a regras de atendimento à mesa e às adversidades do dia a dia”. 

Para o jantar fino, o mais criterioso, o atendimento é feito para até quatro convidados. Nesta prova, um pouco mais longa, o competidor prepara pratos na frente dos clientes, faz serviço de vinhos com decantação e harmonização e explicação de rótulos, além de atividades especiais como flambagens e montagem de mesa.

Além dos módulos, existem atividades técnicas e especiais: corte de frutas no estilo à la ciette, dobra de guardanapos, montagem de mesa, serviço volante de espumante e identificação de vinhos e destilados apenas pela análise visual e olfativa. Muitas provas podem ainda ser realizadas em inglês, exigindo domínio do idioma. 

As provas serão avaliadas por docentes, avaliadores externos e convidados ligados à WorldSkills. É necessário postura diante do cliente, organização, higiene e aproveitamento de insumos, já que a sustentabilidade é um critério importante para a competição.

 

Treinamento

Desde o final de janeiro, Emanoela treina de segunda à sexta, inicialmente no período da tarde, e nas últimas semanas também à noite. A preparação combina estudo teórico, prática de técnicas específicas e simulações de atendimentos completos. “Muitas coisas eu não sabia nada e precisei aprender do zero. No começo parecia simples, mas percebi o quanto exige concentração e respeito. Passei a valorizar ainda mais os profissionais dessa área”, comenta.

Para o treinador, que é professor de Gastronomia especializado em cozinhas internacional, brasileira e asiática e em serviço de restaurante, a evolução de Emanoela é visível. “Ela aprimorou não só as técnicas, mas também o controle emocional diante das adversidades. Esse equilíbrio é essencial para lidar com clientes e situações imprevistas. A competição alinha-se ao mercado de trabalho, preparando um profissional de alta performance focado em multifunções”, destaca.

Comparando com sua performance na etapa regional, Emanoela sente-se muito mais segura: “Foram muitos dias de treinamento e muitas atividades desenvolvidas e realizadas repetidamente, comparado ao meu desempenho na etapa regional, me sinto muito mais confiante sobre as minhas próprias habilidades”. Ela ainda comenta a grande expectativa para a competição. “Claro que eu espero conseguir voltar para casa com uma medalha, mas sei que independente do resultado vou voltar bem feliz e orgulhosa de mim mesma por ter concluído mais uma etapa”, avalia.

Ficha técnica:

Competidora: Emanoela Rodrigues Erthal, 21 anos

Ocupação: Serviço de Restaurante

Treinador: Erik Von Bülow

Município: Blumenau

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