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Com dedicação e inovação, João Victor representa Santa Catarina em competição de Aplicações Web e Mobile desenvolvendo aplicativo de saúde para idosos
16/09/2025 14:16
Códigos e inovação: estudante tubaronense representa SC em competição nacional de Tecnologia
“Tenho interesse por tecnologia desde criança, por conta de jogos. Também sempre mexi muito com coisas relacionadas a isso por curiosidade.” João Victor uniu seu interesse por jogos com a vontade de entender como as coisas funcionam por trás das telas, encontrando na programação uma profissão. Agora, ele vai representar Santa Catarina na ocupação de Aplicações Web e Mobile nas Competições nacionais, que acontecem no Rio de Janeiro.
João Victor Gomes Izidoro, de 19 anos, é natural de Tubarão e iniciou seu caminho na Tecnologia da Informação quando fez o curso de Jovem Programador no Senac, em 2023. “Comecei a levar a atividade mais a sério após começar o curso Jovem Programador e descobrir que era algo que eu realmente gostava de fazer. Daí para a frente sempre pensei em fazer disso minha profissão.” Atualmente, ele trabalha como jovem aprendiz de TI no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.
Na competição, João precisa desenvolver software e sistemas para o usuário final, com a definição de requisitos e criação de personas, prototipação, programação, publicação, documentação, apresentação e venda do projeto. O projeto consiste no desenvolvimento de um aplicativo similar a um “Uber de saúde” para idosos, sem intermediação de hospital ou clínica, onde a pessoa registraria sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e temperatura. O sistema calcula a urgência com base em protocolo, gera histórico e gráficos e permite o agendamento e contato direto com médico.
Durante sua formação no Senac, o estudante já desenvolveu projetos como sistema de controle de script para vendedores, um guia com sequência de passos e lista de clientes com anotações e controle de ocorrências de alunos para o Senac Tubarão, que substitui os cadernos do coordenador de turmas de Jovem Aprendiz, registrando situações como “aluno desuniformizado”.
Prova e avaliação
A prova será realizada em módulos de quatro horas durante três dias, em ambiente aberto, permitindo que o público acompanhe de perto, mas sem interagir. Os competidores não podem utilizar inteligência artificial e devem refazer o sistema do zero durante o evento, mesmo já tendo treinado.
“O conteúdo da prova está bem alinhado à prática profissional, envolvendo as principais etapas de desenvolvimento de uma aplicação web/mobile”, explica o treinador Marcelo Mazon, professor da Faculdade Senac Criciúma, responsável pelas disciplinas de Banco de Dados e Programação.
As etapas da prova e critérios de avaliação passam por: (1) UX Research e análise de necessidades (entendimento do comportamento, da necessidade e da experiência dos usuários); (2) UI/UX design e arquitetura da informação (prototipação, navegação, usabilidade e acessibilidade, com o desenho de telas atrativas e acessíveis); (3) construção da base de dados (“base invisível” que armazena as informações e dá suporte ao funcionamento do sistema); (4) comunicação do sistema com o banco de dados, garantindo a segurança das informações, com programação back-end e criação de APIs Rest; (5) programação front-end e conexão da interface com o banco de dados e as funções, (6) testes, correção de detalhes, versionamento e documentação de todo o projeto, colocar a aplicação no ar e apresentá-la em um pitch de vendas para os avaliadores e o público.
As ferramentas utilizadas incluem Figma para design e prototipagem, Spring Boot para o back-end, React JS para a interface e PostGIS como banco de dados. João comenta que “se sente mais preparado especialmente em UX/UI e nas chamadas soft skills.” Serão observados nas provas detalhes de usabilidade, design, justificativa de cores, tipografia, prototipagem e a implementação de todas as rotas do sistema.
Treinamento
Segundo o professor, João tem se destacado na preparação: “Ele vem evoluindo muito bem tecnicamente, demonstrando domínio das tecnologias utilizadas para a competição; também vem apresentando uma melhor relação interpessoal, sentindo-se mais confiante nas falas e argumentações.”
“O início da preparação foi feito com projetos, em que eu treinava para algumas das provas que sabíamos que teriam na competição. Quando foi terminado o projeto-teste, começamos a treinar por ele, construindo o projeto final da competição”, conta João. Ele treina de segunda à sexta-feira, seis horas por dia, com simulações presenciais três vezes por semana no mesmo formato da prova. Ranieri Santos, coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Senac em Tubarão, também acompanha João.
O objetivo é ensaiar todas as etapas, acostumar-se com o barulho do público e refazer o sistema do zero, já que não é permitido usar inteligência artificial. Embora a tarefa seja sempre a mesma, a equipe explica que cada vez que o sistema é refeito há diferenças pela complexidade do código, garantindo que ninguém faça uma cópia idêntica.
Para o evento no Rio de Janeiro, as expectativas e animação para o que espera lá estão elevadas. “Tenho uma alta expectativa, pois é um grande evento, com pessoas de vários estados e por estar representando Santa Catarina na ocupação de Aplicações Web e Mobile”, conta João Victor.
Ficha técnica:
Competidor: João Victor Gomes Izidoro, 19 anos
Ocupação: Aplicações Web e Mobile
Treinador: Marcelo Mazon
Município: Tubarão
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