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“No começo do curso, tive certeza de que queria seguir nesta área”, Maria Eduarda Tavares Freire, de Blumenau
10/09/2025 17:35
Cuidar com amor: a jornada de Maria Eduarda rumo à Competição Nacional de Enfermagem
“Desde pequena, sempre tive interesse pela área da saúde e, conforme fui crescendo, fui me identificando com a enfermagem”. Em sua trajetória, Maria Eduarda encontrou na enfermagem não apenas uma profissão, mas também uma forma de seguir os passos de sua avó materna.
Maria Eduarda Tavares Freire, de 19 anos, é natural de Blumenau e transformou o interesse em escolha quando iniciou o curso técnico em enfermagem no Senac. “No começo, tive certeza de que queria seguir nesta área”, conta. Hoje, no quinto módulo do curso técnico e já podendo atuar como auxiliar de enfermagem, ela se prepara para participar das Competições Nacionais do Senac na ocupação de Cuidados de Saúde e Apoio Social.
Prova e avaliação
Na competição, a ocupação que Maria Eduarda vai participar exige dos competidores atuação completa: promoção, prevenção, tratamento, recuperação e reabilitação da saúde em diferentes fases da vida. “No dia das provas eu posso atender desde uma paciente de 18 anos até um senhor que já convive há anos com uma doença”, explica.
As provas nacionais dividem-se em seis cenários principais de simulação. Residenciais (um no quarto e outro na sala e cozinha) e hospitalares (ambulatorial e Instituições de Longa Permanência para Idosos, o ILPI). Além das simulações, há também a autoavaliação, na qual o competidor precisa identificar erros que poderiam colocar o paciente em risco, mesmo que não tenham acontecido “Mesmo que na minha prova eu não tenha colocado nada em risco, eu preciso pensar e apontar o que poderia ter acontecido e poderia ser feito”, fala.
Cada prova tem cinco minutos de ambientação e 40 minutos de execução, que envolvem desde procedimentos técnicos, como curativos, higiene, reposicionamento e auxílio na locomoção, até aspectos mais subjetivos, como empatia, toque terapêutico e postura profissional. Também fazem parte das provas: a apresentação de pôsteres digitais sobre temas como colostomia, tabagismo, asma e diabetes, o registro em prontuário eletrônico (anotação do atendimento) e um atendimento virtual.
Dois dias antes do início, os competidores receberão o projeto-teste, com os casos clínicos que podem envolver doenças como diabetes, Parkinson, Alzheimer, câncer de mama, esclerose múltipla e complicações associadas. Ao contrário dos anos anteriores, agora não tem mais um roteiro pronto. “Antes era tudo muito robotizado. Hoje a prova exige atendimento humanizado.”
A treinadora de Maria Eduarda, a enfermeira e professora Maiara Rowe, acompanhou cada etapa da preparação. Segundo ela, os treinamentos trouxeram uma grande evolução para a estudante: “Ela se tornou ainda mais responsável, dedicada e humana no atendimento aos pacientes, sejam eles reais ou simulados. Um ponto de destaque foi também a melhora na oratória e na sua postura ao apresentar-se em público.”
Treinamento
A rotina de treinos, que começou no fim de janeiro, tem 30 horas semanais, com seis horas por dia, de segunda a sexta. São feitas revisões de conteúdo, visitas técnicas e simulações de atendimento com diferentes doenças. Para Maria Eduarda a preparação tem sido “bem intensa e desafiadora.”
Em Blumenau, no último mês, ela participou do Conecta Saúde, fez simulações externas em hospitais e empresas, treinou como cuidadora de idosos e apresentou sua ocupação em feiras como a Gera, em Joaçaba. “Participei da feira para treinar minha fala e oratória. É um peso as pessoas assistindo, mas ajuda a estar preparada para lidar com o cenário da competição”, comenta.
Maria Eduarda ainda comenta sobre a projeção para as competições: “A expectativa está alta e independente do meu resultado vou dar o meu melhor.”
Ficha técnica:
Competidora: Maria Eduarda Tavares Freire, 19 anos
Ocupação: Cuidados de Saúde e Apoio Social
Treinadora: Maiara Rowe
Município: Blumenau
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